Budismo
O Observador É o Fantasma, Não a Ferida
A criança construindo uma torre não lamenta o chão. Você chegou carregando o que o budismo chama de eu-testemunha — aquela consciência que vigia e vê você rir, vê você lamentar o riso, e confunde sua própria narração com profundidade. Isto não é sabedoria acumulada; é apego usando o traje da sabedoria. A sala já contém tudo o que é exigido: mãozinhas, destroços brilhantes, luz da tarde em um ângulo particular. O eu que você está lamentando também foi construído. O em que você é agora também foi construído. Ambos são formações impermanentes surgindo na consciência. O som do dragão não é diminuído por saber disso — é libertado. A torre cai. A criança ri. Não há testemunha presente que seja mais real que a queda.
“Na mente do iniciante há muitas possibilidades, mas na mente do especialista há poucas.”
— Shunryu Suzuki, Zen Mind, Beginner's Mind