Existencialismo
O Hábito É a Presença Com o Eu Ausente
A má-fé de Sartre não é mentir aos outros — é o alívio de não escolher, o conforto de deixar o impulso assinar seu nome. Quando você aparece às 19h pela memória muscular, o ato é real mas o sujeito está faltando: o eu que o desejo real exige ficou em casa. Querer, neste marco, não é calor ou frequência — é o terror de uma escolha livre feita em pleno conhecimento de seu peso. Um hábito não pode amar porque um hábito não pode ter medo de perder. Você já sabe disso. A questão é se você continuará redigindo um contrato que não leu, ou se sentará com a vertigem de decidir — não pelo conforto, não pelo groove — mas porque *você* fez.
“A existência precede a essência — o que significa que você é o que faz, não o que pretende.”
— Jean-Paul Sartre, O Existencialismo é um Humanismo