Cinismo
Você Precisava de uma Caminhada Longa para Aprender que É Ordinário.
Você embalou essa mala com as duas mãos e a retidão específica de alguém que finalmente tinha entendido algo que a cidade não conseguia ensinar. Mas a cidade manteve seus pombos, seu asfalto úmido, sua indiferença total à sua partida. Ela não prendeu a respiração. Agora você retorna e chama rendição de reconhecimento, que é uma palavra mais bonita para a mesma coisa. Diógenes vivia em um barril não porque o exílio o enobreceu, mas porque já tinha despojado a ilusão de que a localização era a variável. A maioria das pessoas descobre sua ordinariedade mais barato que uma realocação que dura anos. A mala fica vazia no canto. Essa é a lição toda. Você poderia ter aprendido em pé.
“Sou cidadão do mundo.”
— Diógenes de Sinope, conforme registrado em Diógenes Laércio, Vidas dos Filósofos Eminentes