EST
Estoicismo
O sucesso deles nunca esteve na sua lista de coisas a controlar.
Epicteto, nascido escravo e ainda assim a pessoa mais lúcida da sala, sempre retornou a uma divisão: o que está ao seu alcance e o que não está. O emprego de seu amigo, o casamento de seu irmão, as fotos de férias do estranho — nenhuma delas esteve jamais do lado do 'ao seu alcance'. Quando você está comparando, está lamentando um resultado que você nunca teve direito de planejar. A correção estoica não é sentir menos; é se lembrar do que é realmente seu. Sua integridade. Seu esforço. Sua resposta a este momento exato. Tudo o mais é clima, e o clima não é sobre você.
“Você é uma pequena alma carregando um cadáver, como Epicteto costumava dizer.”
— Marco Aurélio, Meditações 4.41
BUD
Budismo
O eu comparando a si mesmo é o problema.
O diagnóstico do budismo para este sofrimento é incomum. Não é que você esteja se comparando desfavoravelmente. É que existe um 'você' fazendo a comparação. O eu fixo e sólido que está perdendo o concurso é uma construção — um hábito mental, costurado a partir de histórias — e experimenta cada outro eu como acima ou abaixo de si. A meditação não é para comparar de forma mais generosa. É notar que o comparador em si está vazio da autoexistência que está defendendo. O feed ainda está lá. O comparador, às vezes, não está. Esse é o alívio.
“Não há fogo como a luxúria, nenhum crime como o ódio, nenhuma tristeza como a separação, nenhuma doença como a fome, e nenhuma alegria como a alegria da liberdade.”
— Dhammapada 15:202
SUF
Sufismo
A comparação é uma distração do único Amado.
Rumi, o poeta sufista, escreveu que no momento em que você desvia o olhar do Amado, o mundo se torna um bazar de amados falsos, e você comprará para sempre. A comparação, nesta leitura, é idolatria vestida com roupas de ansiedade. Você está se comparando com seu vizinho porque esqueceu o que realmente queria. Cada anseio real que você tem — ser conhecido, ser visto, importar — aponta completamente para além do seu vizinho. A saída não é ganhar a comparação. É notar que a comparação foi uma distração, e retornar sua atenção à fonte. O coração se acalma quando está olhando para a coisa certa.
“Você não é uma gota no oceano. Você é o oceano inteiro em uma gota.”
— Atribuído a Rumi
HIN
Hinduísmo
Você está observando o karma de outra pessoa se desenrolando.
A Bhagavad Gita não se interessa pelo placar em que você está olhando. Do seu ponto de vista, você está observando o karma de outra pessoa amadurecer, no seu próprio ritmo, e assumindo que deveria ter amadurecido em sua árvore. Cada vida está seguindo seu próprio currículo. Algumas almas estão aqui para ter sucesso jovem; algumas estão aqui para falhar por muito tempo em preparação para outra coisa inteiramente. O conselho da Gita é para que você realize seu próprio dharma — sua própria ação apropriada — sem apego aos resultados, e sem a violência de desejar estar vivendo uma vida diferente. Você não está atrasado. Você está em outro lugar.
“Melhor é cumprir o seu próprio dever, ainda que imperfeitamente, do que cumprir bem o dever de outro.”
— Bhagavad Gita 3.35
EXI
Existencialismo
A má-fé é viver pela métrica de outra pessoa.
Sartre a chamou de mauvaise foi — má-fé — e quis dizer, especificamente, isto: a decisão de deixar que alguém defina como sua vida deveria parecer e então julgue-se contra sua definição. Toda vez que você rola e se sente pequeno, está vivendo em má-fé. Não porque a vida deles é falsa. Porque você pegou emprestada a régua deles em vez de fazer a sua própria. A correção existencial é severa e libertadora em igual medida: você tem permissão, e de fato é obrigado, a escrever os critérios pelos quais sua vida será julgada. Coloque o telefone para baixo. Faça a rubrica. Depois viva.
“Somos nossas escolhas.”
— Atribuído a Jean-Paul Sartre